terça-feira, 15 de setembro de 2009

...: Compartilhando - parte II :...

...: Continuação :...

Uma terceira razão é que ser dizimista é ser coerente. Creio que tudo vem das mãos de Deus ( 1 Cr 29:12), e não de meu esforço ou habilidade pessoal independente dEle. Creio que, se quiser, Ele pode me fechar as portas ou me inviabilizar para ter meu sustento. Sendo dizimista, reconheço Sua bondade e quero mostrar que dependo dEle.

Seria falso se disesse que o valor do dízimo não me faz falta. Mas seria falso se não reconhecesse que com o dízimo honro a Deus, mostro minha dependência dEle, minha confiança de que assim como Ele me sustenta há décadas, continuará sustentando. Quero mostrar coerência entre minha fé e minha maneira de lidar com o dinheiro.

O fariseu do tempo de Jesus dava o dinheiro, mas não dava o coração. O fariseu contemporâneo dá o coração, mas não dá o dízimo. Não quero ser um fariseu de ontem, efetuando um ato legalista, sem amor. E não quero ser um fariseu de hoje, fazendo declarações pomposas nos cânticos, mas sonegando a contribuição.

Uma quarta razão: ao ser dizimista, reconheço que estou fazendo o mínimo. O Novo Testamento [NT] não estipula o dízimo e faz apenas cinco declarações sobre ele. E nenhuma é uma estipulação. Em Mateus 23: 23 e Lucas 11: 42, textos paralelos, Jesus censura os fariseus dizimistas. Não por serem dizimistas, mas por não darem o coração. Faziam-no legalisticamente.

Em Lucas 18: 12, o dízimo é citado na parábola do fariseu arrogante, que o usava para se enaltecer. Em Hebreus 7: 2 e 4, o dízimo é mencionado num contexto teológico de submissão de Abraão a Melquisedeque, tipos do sacerdócio judaico e do sacerdócio de Cristo.

O NT mostra que de nós se espera mais que o dízimo. Espera-se tudo: "Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-Me." (Mt 19: 21). Como domesticamos o evangelho e amoldamos Jesus à nossa perspectiva de vida, não entendemos que Ele espera que tudo seja dEle.

"Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que quer dizer filho da Consolação), levita, natural de Chipre, possuindo em campo, vendeu-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos" (At 4: 36 e 37). Barnabé deu todo o valor e, mesmo assim, não se julgou "acionista majoritário" da igreja.

Era servo de Cristo Jesus, servo da igreja. Deu todo o valor.

Note-se ainda o elogio de Jesus à viúva que deu uma ínfima, em termos quantitativos: "Vindo, porém, uma pobre viúva, lançou dois leptos, que valiam um quadrante. E chamando Ele os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos os que deitaram ofertas no cofre; porque todos deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha, mesmo todo o sustento." (Mt 12: 42 - 44).

Avaliamos nossas ofertas pelo que damos. Jesus avalia pelo quanto ficou conosco. Elogiou a mulher porque não ficou com nada, deu tudo.

Nunca vi alguém ser contra o dízimo porque quer dar mais que dez por cento.

...: Continua :...

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