terça-feira, 7 de setembro de 2010

...: Depende de nós :...

Há 25 anos, geralmente no segundo semestre de cada ano, somos convidados a relaizar uma doação de determinadas quantias em dinheiro com o objetivo, dizem, de dar esperança a uma criança.

Depois de muitos questionamentos o canal de televisão, que promove um espetáculo com os artistas da Casa para incentivar a doação - feita no país e no exterior, passou a divulgar onde tal verba é empregada. Em geral, são instituições não governamentais, de caráter assistencial nas áreas cultural, religiosa e de ensino profissionalizante.

Isto, porém, não foi suficiente para responder outras perguntas, como o número de crianças e jovens efetivamente atingidos pelo programa que não se envolvem com a criminalidade, qual a classe de valor destinada para cada projeto, se há registros de desvios e o que acontece com o infrator e por último, mas não menos importante, se a formação profissional e espiritual dada são realmente a única esperança a dar para uma criança...

Não tenho nada contra programas de televisão que arrecadam dinheiro para vítimas de catástrofes - como os moradores das regiões norte, nordeste e sul, que sofreram com as enchentes, ou do terremoto no Haiti, ou ainda para hospitais - como a AACD ou Hospitais que oferecem tratamento para câncer. Ou ainda para crianças.

Preocupa-me claramente, porém, ver irmãos doando dinheiro para financiar instituições que, entre outras coisas, ensinam para crianças como se fosse cultura popular, práticas e símbolos de crenças que se opõem frontalmente às Escrituras - especialmente quando sabemos qual é a verdadeira fonte de toda a esperança - veja Romanos 15:4, 8:24, 1 Pedro 1: 3 e 3:15.

Sei que há outros mas gostaria de destacar, neste sentido, o trabalho feito pela APEC - Aliança Pró Evangelização das Crianças. Participei de uma atividade de capacitação para professores de EBD na cidade onde moro há
2 anos, aproximadamente, e tenho acompanhado desde então a seriedade e compromisso com a importante obra de levar o Evangelho às crianças - tão carentes da glória de Deus como qualquer adulto.

Em Seu ministério, Cristo prometeu recompensar a bondade feita às crianças [Mateus 10: 42], advertiu contra o desprezo aos pequenos [Mateus 18: 10] e usou-os como exemplo para àqueles que desejam entrar no Reino dos céus [Mateus 18: 2, Marcos 10: 14 e 15, Lucas 18: 6].

E o exemplo
dos pequeninos em que devemos nos espelhar refere-se à dependência, confiança e obediência ao Pai [Lucas 22: 42; João 5: 19; 12: 49,50; 14:31; Romanos 5:19], humildade [Mateus 18: 4], simplicidade [Lucas 18: 16 e 17], inocência [1 Coríntios14: 20].... há ainda outros, mas acredito que estes versos são suficientes para mostrar o quanto é possível aprendermos com as crianças, se queremos ser identificados como filhos de Deus.

Sabendo que a única e verdadeira fonte de esperança está em Deus, clamemos para que tenhamos a sabedoria do alto para compartilhar - se preciso for com palavras - sobre o infinito e incomparável amor do Pai com as crianças. [Veja Provérbios 22: 6, Lucas 1: 57 - 66, 76 - 80]

Oremos pelos ministérios dedicados aos pequenos - pelo que há de ser ensinado, para que a semente lançada venha a cair em terra fértil; pela vida dos professores, especialmente à área espiritual, que sejam idôneos, fiéis, cheios do Espírito Santo de Deus...

Orar indubitavelmente é muito importante, mas agir para doar tempo, dinheiro e talento também é. Tiago, no capítulo 2, versos 14 a 26 de sua carta, enfatiza claramente que "a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma".

Então, se por qualquer motivo, você [ou alguém que você conheça] ainda resiste à realização do trabalho de evangelização com crianças, seja por instituições, seja dentro da igreja onde você congrega, recomendo a leitura do texto Abuso Espiritual, extraído do site Cristianismo Hoje.

Oro para que o Senhor nosso Deus possa completar esta palavra em nossos corações.

No amor de Cristo Jesus, Senhor e Salvador nosso,

Andreia =]

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