terça-feira, 12 de outubro de 2010

...: Primeiros passos [parte 2] :...


Sabemos que, em nós mesmos, não há nada para nos fazer produzir tal fruto, o que também já fora predito em Romanos 7: 14 - 25.

E embora existam pessoas que acreditem, não há geração espontânea de fruto - só há fruto se os ramos estiverem conectados, ligados ao tronco, ou a árvore. Em João 15, o Senhor Jesus Cristo nos instrui claramente sobre este fato. Vale a pena ler todo o capítulo, mas para este estudo em particular, vamos nos concentrar no verso 4, aqui transcrito na versão da Bíblia Viva:

"Fiquem firmes em Mim, e deixem-Me viver em vocês. Pois um ramo não pode dar fruto quando está separado da videira. Nem vocês podem produzir separados de Mim".

Não sei quanto a vocês, mas sempre tive comigo que estes frutos mencionados em João estaríam relacionados somente àqueles de Gálatas 5: 22 e 23, quais sejam: "[...] amor, gozo, paz, longanimidade, bondade, benignidade, fidelidade, mansidão, domínio próprio [...]".

Já aprendi, porém, que não é assim. E que tanto o fruto do Espírito como o fruto do arrependimento só serão produzidos por aqueles que estão permanentemente ligados a Deus, por meio de Cristo [1 Timóteo 2: 5], selados com o Espírito Santo [Efésios 1: 13, 14].

Os frutos do Espírito e da Luz [Efésios 5:9] podem ser produzidos em todos os momentos da vida do crente - desde a infância até à velhice, estando suas condições físicas e materiais boas ou não. Já o fruto do arrependimento surge quando da conversão e após alguma queda [Atos 3: 19, 2 Coríntios 7: 10].

Ou deveria surgir...

Na primeira parte deste estudo, comentei minha ignorância - graças a Deus já superada - em relação à compreensão do fruto de arrependimento. Com profunda tristeza vejo, ou melhor, não vejo frutos, ou ações, que indiquem qualquer sinal de arrependimento, tanto em irmãos que têm caído quanto entre aqueles que levam uma vida dupla - uma na igreja, outra no mundo.

Embora a palavra proferida pelos lábios sugira arrependimento, suas ações não sugerem tal consciência, lamento e desejo de abondonar o erro.

Mateus 7: 16 - 18, em uma das versões tradicionais diz:

"
Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons." [João Ferreira de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, grifo nosso]

Na versão da Nova Tradução na Linguagem de Hoje, diz:

"
Vocês os conhecerão pelo que eles fazem. Os espinheiros não dão uvas, e os pés de urtiga não dão figos. Assim, toda árvore boa dá frutas boas, e a árvore que não presta dá frutas ruins. A árvore boa não pode dar frutas ruins, e a árvore que não presta não pode dar frutas boas." [grifo nosso]

Ainda gostaria de destacar a versão da Bíblia Viva, de Mateus 7: 16, que diz:

"Vocês podem descobrí-los pela maneira como agem, tal como podem identificar uma árvore pelo seu fruto. Vocês nunca confundirão uma videira com um espinheiro! Ou figos com cardos!". [grifo nosso]

Como Adão, percebo que há, entre estes irmãos, uma ênfase em responsabilizar o mundo, as circunstâncias da vida, o meio onde vivem, a política, os outros, o diabo [até existe o famigerado ditado que diz que "o diabo são os outros"]....e uma crescente tendência em se isentar, em livrar-se da responsabilidade pessoal de seus atos, e por conseguinte da consequência destas ações, diante do Corpo de Cristo, a Igreja, e principalmente diante do Senhor Deus.

Creio, sinceramante, que a trave em seus olhos é tamanha que não somente não percebem seu próprio ferimento, como não compreendem como este ferimento machuca e compromete o Corpo de Cristo.


...: Continua :...

Um comentário:

Davi disse...

Fica a questão:

De qual árvore vc é ramo?