segunda-feira, 9 de maio de 2011

...: Dias melhores - conclusão :...

Amados,

gostaria de terminar esta série de posts com uma mensagem que falou muito ao meu coração, animando-me para continuar esperando que cheguem dias melhores.

Para dia a dia tomar a nossa cruz - conforme Mateus 16:24, Marcos 8:34, Lucas 9:23 - temos que ir buscá-la com Quem a cruz está.


Adentrar naquele Jardim, onde sabemos encontrar uma cruz - e uma que nos pertence - não é mesmo tarefa fácil. Mas o Senhor prometeu estar conosco todos os dias - Mateus 28: 20 - e tenho para mim que especialmente nestes dias de peso da cruz, de dor, de cansaço, desânimo...

O texto abaixo foi adaptado de três mensagens extraídas do abençoado devocional Mananciais no Deserto. Por questões legais, não reproduzirei ipsis literis o texto. Quem tiver o livro, consulte os dias 20 de janeiro, 10 de março e 15 de abril, que tem os estudos na íntegra.

As adversidades, tristezas e decepções revelam como somos na intimidade - sobretudo para nós mesmos - assim como revelam atitudes e disposições que desconhecíamos. Pessoas frívolas, volúveis, sempre superficiais, não têm ideia de como são lamentavelmente mesquinhas. O sofrimento é o arado feito por Deus para revolver nossa alma profundamente, de modo que produza colheita abundante.

Neste mundo, o sofrimento - livre do desespero - é a ferramenta usada por Deus para nos revelar aos nossos próprios olhos. Deixemos a dor, como aio, nos levar à reflexão silenciosa e sóbria, e a considerar a real motivação de nossas atitudes. O sofrimento pode abrir nossos olhos para a perspectiva da vida espiritual que o Senhor Deus pôs em nós. E com os olhos da fé, nos dá a disposição de servirmos a Ele e ao próximo.

Um cuidado é necessário ao adentrarmos neste caminho: nossos sentimentos, no sofrimento, não podem se sobrepôr à nossa confiança em Deus e em Sua Palavra. Se não nos concentrarmos no fato de que Ele habita em nosso coração, ainda que não haja sensação de Sua presença, ficaremos parados e perturbados. O justo viverá pela fé, não por vista.

Na solitude, que nos apoiemos na Palavra infalível de Deus, o Deus Todo-Poderoso, do que em nossas emoções e experiências. Lembremos que é o nível do mar que oscila frente às variações do tempo. A Rocha, nossa Rocha, o Senhor Jesus Cristo, é inabalável. N´Ele podemos nos firmar.

Que nossa fé descanse somente na Palavra de Deus - meio pelo qual podemos conhecer de perto ao Senhor Deus, como Ele têm Se revelado - pois só assim nosso coração desfruta a paz que excede todo o entendimento.

Que o Senhor possa completar esta palavra em nosso coração.

Um fraterno abraço,

Andreia :)