segunda-feira, 11 de julho de 2011

...: E então veremos face a face - parte I :...

Graça e paz, amados! :}

Já leram o Salmos 25?

Não sabemos qual pecado especificamente Davi cometeu, mas a consciência de que tinha desobedecido ao Senhor foi tão profunda e inquietante a ponto de levá-lo a fazer esta oração:

"A Ti, Senhor, elevo a minha alma. Lembra-Te, Senhor, das Tuas misericórdias, e das Tuas bondades, que são desde a eternidade. Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-Te de mim, segundo a Tua misericórdia, por causa da Tua bondade, ó Senhor. Por causa do Teu nome, Senhor, perdoa a minha iniqüidade, que é grande. Volta-Te para mim e tem compaixão, porque estou sozinho e aflito. Alivia-me as tribulações do coração; tira-me das minhas angústias. Considera as minhas aflições e o meu sofrimento e perdoa todos os meus pecados Preservem-me a sinceridade e a retidão, porque em Ti espero"

Salmos 25: 1, 6, 7, 11, 16, 17, 18 e 21.

Tenho para mim que o Senhor Deus não permitiu que fosse mencionado qual o pecado de Davi porque, para o Senhor, não há diferenciação de pecado, ou uma espécie de escala de malignidade, do tipo: assassinar uma pessoa é um pecado mais grave do que mentir.

Ensinamos uma verdade para as crianças através de uma música - "Pecado, pecadinho, pecadão, isto não!" - que muitas vezes não vivemos, e para muita vergonha admito, inclusive eu.

Sabemos que há irmãos que ainda abrigam pecados como inveja, ciúmes, ira, cobiça, amargura, ódio, entre tantos outros descritos em Gálatas 5: 19-21. Contudo, só costuma ser disciplinado pela igreja àqueles que confessam seu envolvimento com pecados de natureza sexual, ou envolvimento com vícios relacionados à drogas, jogos, bebidas...Mas a Palavra afirma que tanto os primeiros citados quanto os últimos são pecados que nos impedem de herdar o reino dos céus - veja o final do verso 21.

Amados, não estou pregando uma 'caça' aos irmãos em pecado, muito pelo contrário. Mas pretendo, sim, suscitar a reflexão pela necessidade de nos estimularmos, auxiliarmos em oração e atos, ou tantos quantos forem os métodos que a multiforme graça de Deus revelar, a uma busca contínua e a prática perseverante de uma vida de paz e santidade - frutos do Espírito sem os quais ninguém verá o Senhor, como está escrito em Hebreus 12:14.

Como compartilhei com um amado irmão dia destes, como Davi, “eu conheço as minhas transgressões e o meu pecado está sempre diante de mim” [Salmos 51:3]. Davi, neste mesmo Salmos, lembra que mais do que à igreja, à nossa família – de sangue e de fé, pecamos contra o Senhor [veja o verso 4].

Então, a primeira pessoa a quem devemos suplicar perdão é ao Senhor Deus que - aleluia! - além de Todo-Poderoso é “piedoso e benigno [...], sofredor e de grande misericórdia” [Salmos 145: 8]. E é a Ele também que devemos clamar para não voltarmos a tropeçar ou cair no mesmo erro.

Davi faz isto no Salmos 51, versos 11 e 12:

“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da Tua presença, e não retires de mim o Teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da Tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.”

O mesmo trecho, pela NVI, diz:

“Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Não me expulses da Tua presença, nem tires de mim o Teu Santo Espírito. Devolve-me a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer.”

Para mim, o verso 13 deste capítulo, relata outro propósito em buscarmos esta vida de santidade da parte do Senhor: “Então ensinarei aos transgressores os Teus caminhos, e os pecadores a Ti se converterão”. Pensei, ao reler este trecho, que Davi teve consciência de como seu pecado afetaria todo o povo sob sua responsabilidade, afinal, ele estava em posição de liderança.

Desde aqui é possível perceber, como Paulo falou em Romanos 8:28, que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Todas as coisas, inclusive as que nos causam tristeza, vergonha, arrependimento... É este o momento em que podemos estender a misericórdia que recebemos do Pai, para agir como instrumentos úteis em Suas mãos, guiados por Seu Santo Espírito, para levar consolo àqueles que sofrem com o pecado cometido – considere 2 Coríntios 1: 3 e 4.

No caso de Davi, creio que seu pecado [de adultério com Bate Seba] foi manifesto a algumas pessoas, servidores próximos que talvez se calassem por temê-lo, visto que era rei – mas ele foi confrontado pelo profeta Natã posteriormente. Situação que, a mim, lembrou o que está relatado em I Timóteo 5: 24.

...: continua :..


Nenhum comentário: