domingo, 26 de agosto de 2012

...: Pai nosso - parte I :...


Há alguns dias, ministrei uma palestra de finanças para um grupo de brotinhos, como eu carinhosamente chamo o grupo da melhor idade, do Sesc [Serviço Social do Comércio] aqui da minha cidade. 

Aqueles homens e mulheres com tanta experiência de vida, sem palavras, me ensinaram muitas coisas naquele dia e uma delas compartilho aqui com os amados.

Antes de começarmos nossa prosa naquele dia, fizemos uma oração - a conhecida oração do Pai Nosso, registrada no livro de Mateus, capítulo 6, versos 9 a 13. Preparando este estudo, descobri que, em Jerusalém, existe um prédio com mais de cem cerâmicas com as palavras desta oração, em vários idiomas. 

Poderíamos dizer, como percebi com os brotinhos, que é uma oração conhecida, repetida e respeitada pelos povos espalhados no mundo, de boa parte dos credos, ou daqueles que confessam a Deus como Pai.

Ouvir pessoas tão diferentes dizerem, em uníssono, 'Pai Nosso', pode dar uma impressão de unidade, resultado de  voluntariamente abrir mão das preferências pessoais em troca de algo, ou no caso, Alguém, maior. As guerras e perseguições mundo afora nos mostram, porém, que a unidade em torno do Pai não é tão simples ou fácil assim.

Quando oramos Pai nosso que estás no céu, devemos entender que Deus é real, vivo, e tem todo o poder e autoridade sobre nossas vidas - considere Mateus 23:9 e I Pedro 1:17. 

Ao dizermos Santificado seja o Teu nome, louvamos, damos honra ao Senhor por Quem Ele é: "Santo, Santo, Santo", como diz Apocalipse 4:8. Não dizemos o nome do nosso pai terreno levianamente, ou sem propósito, razão. Então, quão melhor não deve ser nossa conduta diante do Senhor Deus?

Prosseguindo, dizemos Venha Teu Reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu. Será que temos buscado a vontade do Senhor para nossas vidas? Confiamos que Sua vontade para nós é boa, perfeita e agradável, como está escrito em Romanos 12:2b? 

Para experimentar esta vontade do Pai, boa, perfeita e agradável, devemos renovar nosso entendimento do Pai, e só conseguimos isto nos achegando a Ele, lendo a Bíblia, com a direção do Espírito Santo de Deus.  Só assim encontraremos o propósito do Pai para nossas vidas.


A seguir, pedimos O pão nosso de cada dia dá-nos hoje que externa nossa dependência do Pai  - um Pai que é provedor, cuidador de Seus filhos. Têm sido assim desde o Antigo Testamento, como lemos em Gênesis 22:8, 14, como no Novo Testamento, em Filipenses 4:19.

...: continua :...


domingo, 19 de agosto de 2012

...: Eu já estou dentro, e você, onde está? :...


O Senhor Jesus Cristo é o único que expressa fielmente o mais puro, concreto e verdadeiro amor - amor que doa, que perdoa, que conduz diariamente o passo daqueles que O aceitam, que é capaz de se dar, inteira e definitivamente, pelos destinatários, pela outra parte deste relacionamento tão vivo.

O Senhor Deus, em Jesus Cristo, demonstrou o amor que caminhou até a cruz, a vida que se esvaiu por todos nós. Demonstra, sobretudo, o amor que venceu a morte, que está vivo,  que ressuscitou.

"Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.
Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vô-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.
Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, 
E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze" - é o relato feito por Paulo em I Coríntios 15: 1-5

Os capítulos 18 a 21 de João relatam detalhadamente toda a trajetória de sofrimento que foi necessário percorrer para que hoje, eu e você, possamos desfrutar de incontáveis e preciosas bênçãos, favores imerecidos que recebemos da parte de Deus. 

João, no capítulo 20 de seu livro, trata especificamente da ressurreição de Cristo. Outras passagens, escritas por outros servos preciosos, não deixam dúvidas de que não há nenhum outro que possa nos salvar [Atos 4:12], tampouco que tenha ressuscitado, que esteja vivo [João 20: 19-31].

Lucas 13: 22-28 é a base para a canção infantil que intitulou esta série de postagens. A versão da Bíblia Viva deste trecho segue, abaixo: 

"Jesus andava de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, ensinando enquanto caminhava, sempre avançando em direção a Jerusalém. Alguém Lhe perguntou: "Só poucos serão salvos?" 
E Ele respondeu:  "A porta para o céu é estreita. Façam força para entrar, porque a verdade é que muitos tentarão, mas quando o chefe da casa já tiver trancado a porta, será tarde demais. 
Então, se vocês ficarem do lado de fora batendo e pedindo 'Senhor, abra-nos a porta', Ele responderá: 'Eu não conheço vocês!'
- 'Mas nós comemos com o Senhor. O Senhor ensinou em nossas ruas', dirão vocês.
E Ele responderá: 'Eu digo que não conheço vocês. Não podem entrar aqui, porque praticam o mal. Vão embora!'
E haverá choro e ranger de dentes quando vocês estiverem do lado de fora e puderem ver Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas dentro do Reino de Deus".

Os castelos existentes ainda hoje pelo mundo são o mais claro exemplo de que todo o Reino tem um portão de entrada. Assim como toda casa, por simples que seja, também. Para entrarmos na casa, o dono deve autorizar a entrada, e demonstrará isto ao abrir a porta. 

Com a morada celeste não seria diferente. Nossa autorização para entrar na morada celestial é concedida por Deus a nós quando abrimos a porta do nosso coração para o Senhor Jesus Cristo. Ou seja, quando confessamos, com o coração e com os lábios nossa fé n´Ele - considere Romanos 10: 9 e 10.

A fé - "o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem", como está registrado em Hebreus 11:1 - é a chave que abre a porta do nosso coração para Cristo, que é a própria porta do céu dada por Deus para nós. 

Então, diante de tudo isto, novamente eu pergunto: Qual é o Jesus que você conhece? Que tipo de relacionamento tem? Qual o objetivo dEle para sua vida? Ele abrirá a porta da casa dEle para você?

Se o Jesus que você conhece e se relaciona não possui estas marcas - de expressão do amor, de condução de Seus filhos, de vencedor da morte e que está vivo - sinceramente eu recomendo que você considere este convite, registrado pelo apóstolo João no livro de Apocalipse 3: 20-22:

"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. 
Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no Meu trono; assim como Eu venci, e Me assentei com Meu Pai no Seu trono. 
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas".

Leia a Bíblia, converse com o Senhor Deus em oração e conheça o Unigênito Filho de Deus, Jesus Cristo, que é "o caminho, a verdade e a vida", conforme João 14:6.

Oro para que o Senhor Deus, que vive e reina para sempre, na graça de Jesus Cristo, possa completar este estudo no seu coração. Amém.

sábado, 11 de agosto de 2012

...: A porta é uma só... :...



A segunda característica distintiva de Cristo é que Ele nos guia, orienta, dá propósito, sentido, continuamente, pela Sua Palavra e pelo Consolador, conforme aprendemos em João 14:15-18,  - 26 e I João 2:27

"Se me amais, guardais os meus mandamentos. E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece; mas vós O conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós" [João 14: 15-18]

"Quem não Me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou. Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito". [João 14: 24-26]

O amor ao Pai também nos distingue, nos leva à obediência, à guarda dos mandamentos e preceitos, registrados na Bíblia e gravados no nossa mente e coração pelo Espírito Santo de Deus.  Antes de voltar para o Pai, o Senhor Jesus disse, em João 16: 7, 13-15

"Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que Eu vá; porque, se Eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando Eu for, vo-lo enviarei.
Mas, quando vier aquele Espírito da Verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.
Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.
Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar".

Por este trecho entendemos que era preciso que Jesus Cristo cumprisse o sacrifício de amor na cruz - não só pela Lei, mas para que o Consolador viesse habitar em nós, dando consolo e orientação. O Espírito Santo, também chamado de Espírito da Verdade, nos guia, dirige em toda a verdade, o que nos permite identificar aquilo que não é a verdade, ou seja, a mentira.

Ao longo do livro de Apocalipse, João escreve da parte do Pai: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" [Apocalipse 2:7a, 11a, 17a, 29; 3:6, 13, 22]. O Espírito Santo, terceira pessoa da Trindade, chamado de Consolador e Mestre, dá ao crente ajuda e orientação, para que este se conduza como deve na carreira cristã. Desde que ouçamos a Sua voz.

O Senhor Deus nos ouve através da oração. Ouvimos ao Senhor através da meditação da Sua Palavra, guiados pelo Espírito Santo de Deus. O Senhor pode falar por outro meio? Pode! É Todo-Poderoso, faz o que Lhe apraz. Mas,  concordo com esta frase, normalmente atribuída a Lutero:
"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir". 

Em 1 João 1:6, o apóstolo amado diz, divinamente inspirado: "Nós somos de Deus, e quem conhece a Deus nos ouve; mas aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro"

...: Continua :...

sábado, 4 de agosto de 2012

...: dentro e fora, você onde está? :...



Concentrarei o olhar sobre três características que vermos ao longo dos textos do apóstolo João, no evangelho que leva seu nome, e nas cartas e livro de Apocalipse [gosto das versões que chamam este precioso livro de Revelação].

O amor é uma das marcas distintivas do Senhor Deus e de Seu Filho, Jesus Cristo, por nós - o que está claramente revelado em João 3: 16: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna"Deus, em Cristo, nos oferece e demonstra um amor que salva. 

O Filho de Deus, o "Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade" revelou "a Sua glória, glória como unigênito do Pai" [João 1: 14, partes], e também o Seu amor e o amor do Pai por nós, de Quem estamos separados por conta do primeiro de muitos pecados, consumado no Jardim do Éden [veja Gênesis, capítulos 1 a 3].

Contudo, o Pai nos amou de tal maneira que deu [João 3:16 parte]. O amor de Deus é doador: concede perdão ao arrependido, nos reconciliando com Deus [João 1: 19, 8:10,11, I João 2:12], dá liberdade [João 8: 31, 32, 36], dá vida eterna [João 5:24, I João 2:25, Apocalipse 1:5].

É um amor que pede? Certamente! Dias atrás, li uma frase atribuída a um pastor, que disse que o amor de Deus não é incondicional. Em um primeiro momento, a frase pode soar dissonante diante do fato de que Deus é amor, conforme I João 4:8, e de que este amor foi demonstrado antes de nós O amarmos. [I João 4:19]

Mas não deveríamos nos assustar com esta ideia, porque é razoável supormos que, alguém que ama, demonstra este sentimento. Curioso perceber que somos tão capazes de notar quando, em um relacionamento, um ama, ou não, o outro, mas seja tão dura a ideia de que o Senhor Deus tenha uma exigência de amor para nós, que declaramos O seguir, servir e, sobretudo, amar. 

O que o Senhor Deus pede de nós é o nosso amor por Ele, que demonstramos ao crermos, obedecermos e permanecermos n´Ele - considere João 13: 34, 35, 14: 21, 15: 9,10. Vale destacar que desde o começo foi assim - Deuteronômio 6:5 - "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças"é repetido nos evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas.

Entretanto, o texto não é citado nos escritos de João, conhecido como o discípulo amado. Fiquei a meditar o motivo,  e tenho para mim que foi porque o apóstolo demonstrou, em cada capítulo do livro, uma face desta pedra preciosa que é o amor de Deus, que reforça ou amplia a visão deste preceito bíblico. À propósito, há um estudo sobre como Cristo é revelado nos evangelhos e alguns profetas na Bíblia Thompson muito interessante e altamente recomendado.

Este precioso servo, inspirado pelo Pai, deixou registrado que, o Amor que salva, reconcilia, liberta, serve, dirige também nos salva da ira futura - João 4:42, 12:47, 3:36, I João 4:14, I Tessalonicenses 1:10.

Portanto, "aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade", I João 2:4.

...: Continua :...