domingo, 14 de outubro de 2012

...: A Espada e a Espátula:...


Amados,

costumo dizer que, como em qualquer coisa na vida, na internet você encontra de tudo - se é bom ou ruim, dependerá do que e onde você realiza sua busca.

Este ano, descobri a abençoada revista "A Espada e a Espátula", trabalho do queridíssimo amigo e irmão em Cristo, Armando Marcos. Esta obra, de publicação bimestral dos sites dos Projetos Spurgeon e Ryle, foi inspirada na revista de mesmo nome criada por Charles Spurgeon,  em 1864, e que ainda hoje é publicada pelo Tabernáculo Metropolitano.

A origem do nome da revista encontra-se em Neemias, capítulo 4, versos 17 e 18, que seguem abaixo.

"Os que edificavam o muro, os que traziam as cargas e os que carregavam, cada um com uma das mãos fazia a obra e na outra tinha as armas.
E os edificadores cada um trazia a sua espada cingida aos lombos, e edificavam; e o que tocava a trombeta estava junto comigo". 

Ao descobrir sobre esta história lembrei-me do livro "Os três campos de batalha - A guerra espiritual na mente, na igreja e nas regiões celestiais", de Francis Frangipane [Editora Vida], cuja leitura espero concluir em breve. Adianto que não concordo com tudo o que ele diz, mas ainda assim, vale a pena ler, tendo I Tessalonicenses 5: 21 como norte.


Um dos capítulos, cuja referência bíblica é Isaías 58:12 [recomendo a meditação], intitulado "Reparadores de brechas", tem um parágrafo que compartilho abaixo, e que têm falado muito ao meu coração. 


"Não é preciso frequentar faculdade para encontrar falhas na igreja. Na verdade, se você se lembra, conseguia encontrar falhas na igreja antes de ser cristão. Achá-las não requer talento. Mas, para ser como Cristo, é preciso morrer para o pecado das pessoas. É preciso ser um intercessor que fica na brecha. A brecha é a distância entre o jeito que as coisas estão e o jeito que deveriam ser." [pp 119].


Amados, é tão fácil acharmos defeitos! - especialmente nos outros. Mas a espada do Espírito [Efésios 6:17] deve estar desembainhada para os inimigos, não para os  irmãos da fé. Sendo edifício de Deus [I Coríntios 3:9], ao vermos uma brecha, uma rachadura, precisamos usar a espátula para reparar a edificação, para manter a unidade, para não irmos todos para o chão.


Como é difícil corrigir em amor...


A ação de lutar e cuidar pouco provavelmente será feita uma em detrimento da outra, como bem vemos em Neemias, porque o inimigo nos acusa dia e noite [Apocalipse 12: 10]. Devemos, pois, estar preparados.  

E nos preparamos investindo tempo na meditação da Palavra, em oração, em comunhão com os irmãos... pessoalmente, pela internet, ou pela boa literatura, que compartilham ou produzem, como é o caso da revista que recomendei no começo deste post.

Não precisamos concordar com tudo e com todos, afinal, o Senhor nosso Deus não nos deu um cérebro a toa, mas "meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar", como tão bem aconselha Tiago 1:19. 

Minha oração é que "A Espada e a Espátula" seja de bênção para sua vida, instrumento que nos ajude para melhor enfrentarmos o inimigo, e  para aperfeiçoamento e crescimento do Corpo de Cristo.


Que o Senhor nosso Deus os abençoe, em Cristo Jesus, nosso Salvador.


Beijocas! :*


domingo, 7 de outubro de 2012

...: Tu, Ele, Nós - parte 1 :...


Diz o ditado que tudo que um dia vai, volta. 

Não sou de confiar muito em ditos populares, mas lembrei-me deste, ao considerar determinados trechos desta passagem de Gálatas 5: 19 a 21a, abaixo:

"Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas [...]"

"As coisas que a natureza humana produz são bem conhecidas. Elas são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com estas. [...]" diz a versão da NTLH.

Meditando nesta passagem, percebi que há, entre estas obras da carne, ou da nossa natureza humana, como diz a NTLH, consequências que se voltam, primeiramente, contra nós mesmos. Mas, amados, isto não é um atenuante. Todo pecado que cometemos, o cometemos contra o Senhor Deus. 

É para o Senhor Deus que precisamos - para Quem desesperadamente precisamos! - apresentar nosso arrependimento - ou seja, reconhecer nosso erro,  suplicar-Lhe perdão, e não voltar a cair neste mesmo erro.  

Contudo, as consequências podem ser percebidas, primeiramente, em nós mesmos. E, neste sentido, entendi que prostituição, impureza, lascívia, bebedices e glutonaria, tem reflexo imediato, em nosso espírito, alma e corpo. 

Maioria de nós pensa que está imune porque conhece os efeitos destes pecados....será mesmo? Acredito que é bem provável que não ofereçamos nossos corpos em troca de dinheiro, o que entendemos por prostituição. Assim como à impureza - aquilo que nos contamina, infecta, nos torna suscetíveis à doenças ou já doentes. Neste aspecto, de pecados de natureza íntima, o que dizer da lascívia - aquele que se devota aos prazeres sexuais, de modo sensual?

Talvez o amado leitor não seja dado a comer, ou beber, com avidez e em excesso - como os glutões, tampouco como os beberrões.

Mas, será que temos a mais elementar dimensão da degradação moral, física e, sobretudo, espiritual que envolvem estas práticas? Será que entendemos que, a cada vez - a cada pequenina e rápida vez - em que nos permitimos ver, parar e, finalmente, dominar por estas coisas, estamos comprometendo nosso espírito, nossa alma e nosso corpo?

"Bem aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios; nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores." diz o Salmista, no capítulo 1, verso 1.

A versão da NTLH diz, que
"felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus, que não seguem o exemplo dos que não querem saber de Deus e que não se juntam com os que zombam de tudo o que é sagrado!"


É sabido que não se tropeça em montanha. Mas, quão facilmente esquecemos das pequenas pedras!  Se queremos manter comunhão com o Senhor Deus, se queremos ser agradáveis a Ele, temos que andar conforme Seus termos - e, além de evitarmos problemas no nosso corpo físico, evitamos o pior dos problemas: a dor e desalento da separação da presença do nosso Deus.

...: continua :...